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11.6
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127
Aí ele foi e disse.
Ainda mais fiado.
Aí quando eu fui sair, tinha uma calçadinha baixa de trás de mim, que eu não vi.
Eu bati o carro na calçada.
Aí amassou.
Aí eu fui para a casa com uma raiva.
Eu já estava quase parando.
Eu já estava quase parando de ir para a praça.
mandei fazer o amassamento.
Nunca esqueci, da última corrida que foi essa...
Pra ele receber esse jornal.
Fiado.
Eu acho que ele nem parou essa.
Aí amassei o carro...
corrida ficou fiado...
Não era ali em Santa Luzia.
Tinha muitos dias bons.
E eles me chamavam para ir para as festas.
Aí, ninguém queria ir com eles porque ninguém queria ficar lá na festa mais eles.
E eu ficava. E cobrava o valor real lá comigo.
E eu lá no meio, comendo, bebendo...
Era tipo um jornalzinho.
Bebia bem pouquinho.
Aí, o pau cantava a festa lá, quando era madrugada.
Fomos embora lá.
Aí, peguei traseira.
Era lá até terminar.
Aí, vinha de chavezinho.
Festa dançante, era
Nós fomos uma em Zédapenha uma vez.
Era a turma de cinco meses.
Aí, eu lembro quem era.
Ela tinha uns feito Era tipo um jornalzinho.
Os passageiros, meu Deus.
Paulinho e Zezinho Pereira.
Toinha da geladeira.
Aí, os outros eu não lembro.
Quatro, cinco, era o tanto que coubesse.
Quando eu chegava em Paus ferro, era tudo na minha faixa, né?
Aí, quando chega...
Esse Paulinho não mora mais não.
Paulinho e Zezinho Pereira.
Toinho da geladeira mora.
Ela tinha uns feito
Separado da mulher.
Vivia bem que só.
Aí, separou da mulher.
Depois, ele deu a mulher de novo.
Eu não faço nada com essa metade, nem você.
Vai buscar com você o resto.
A mulher ainda hoje toca a oficina.
Ela tem os funcionários de lá.
E ele só bebendo cana.
Tem que pagar aluguelzinho.
Você chegava numa cidade... aí era pouca gente que entendia de mapa.
Aí um telefone tinha, não tinha nada.
Não, ele é aposentado hoje.
vive bebendo cana na rua.
Aí, ele só tem um salário.
Aí, ele mora numa casinha pequenininha lá.
Diz ele...
Diz o posto que a filha dele ajudou ele.
Marra a mãe.
Deve ajudar.
Aí, teve um rapaz.
Que chegou na praça.
Aí o prefeito ficava por ali, que era uma porção de dinheiro.
Aí, começou a trabalhar na praça.
Ganhava um salário, mais ou menos.
Aí, ele foi e comprou um carro novo.
Primeiro, ele chegou num carrinho velho.
Aí, ele trocou o carro.
A mulher dele é bancária do Banco do Nordeste.
É daquele jeito.
Eu faço inveja.
Sim, ele ficou quando era...
Ele inventou de ir pro Paraguai.
E o senhor vai dar o cheque tudinho?
Buscar as coisas lá.
Tinha um bocado de gente que fazia isso.
Não. Comprava dos que já vinha.
Velho foi pro Paraguai muitas vezes.
Ele ficava lá, todo preso.
Ficou muitas vezes.
Aí, chamava a pessoa.
O ônibus que eles iam,
já tinha ido embora.
Era montador.
Aí a gente...
Tinha duas malas.
Uns pacotão.
Cigarro.
eles compravam lá.
Dede de Zé Pedro, foi pegado.
E vendia por trezento.
Os homens pegaram ele e tomaram tudo que ele tinha.
Aí, soltaram ele.
Sabe o que que ele fez?
Tomou um rô de dinheiro emprestado,
Vamos fechar o contrato, aí o prefeito dizia, mas é muito caro, é muito dinheiro.